ETIOLOGIA E TRANSMISSÃO:

A Leptospirose é uma zoonose causada por uma bactéria chamada Leptospira. É rara em gatos e bastante comum em cães não vacinados.
 
Os ratos funcionam como reservatórios da bactéria, ou seja, são disseminadores da doença. São eles que através de sua urina contaminada acabam deixando doentes cães e até mesmo pessoas que adquirem a espiroqueta (forma da bactéria jovem) através da pele ou mucosas. A trasmissão ocorre então através do contato da pele e mucosas com urina, solo, água, alimentos , objetos contaminados, placenta da mãe para o feto, transmissão venérea ou por ferimento de mordedura.

A Leishmaniose, causada por parasitas intracelulares do gênero Leishmania é endêmica na América do Sul, assim como no Oriente Médio, Extremo Oriente , Mediterrâneo e Estados Unidos. A transmissão se dá através da picada de mosquitos infectados do gênero Phlebotomus nos países europeus, e do gênero Lutzomia nas Amércas. Os cães são os mais afetados, podendo ocorrer casos isolados em gatos.

Descoberto por Thomas Addison em 1855, o hipoadrenocorticismo é uma síndrome resultante da deficiência da camada cortical da glândula adrenal em seu processo de secreção de glicocorticóides e mineralocorticóides, fazendo com que haja uma insuficiência adrenocortical e uma conseqüente atrofia desta glândula. 

O cortisol e a corticosterona são importantes para o metabolismo dos carboidratos e são importantes produtos secretados pela córtex adrenal, sendo por isso indispensáveis suas admnistrações após a presença da doença.

Hiperadrenocorticismo, ou Moléstia de Cushing, é causada por um excesso de glicocorticóides. A doença pode aparecer tanto por uma administração excessiva e prolongada de glicocorticóides (hiperadrenocorticismo iatrogênico), como de formas espontâneas.

Erlichiose é uma enfermidade septicêmica bastante comum em cães e é transmitida por carrapatos. O Rhipicephalus sanguineus é o vetor usual da doença que afeta as células sanguíneas brancas (monócitos e neutrófilos).